22 01 26 -

Mercado imobiliário: perspectivas econômicas em 2026




Após 2025 de juros nas alturas, o mercado imobiliário brasileiro inicia 2026 projetando um cenário de recuperação, impulsionado por um pacote de medidas governamentais e uma expectativa de queda gradual da taxa dos financiamentos.

"A expectativa é crescer nas vendas de imóveis [no volume de unidades]. Temos capacidade de crescer 10% em 2026, apesar da taxa de juros alta, porque a demanda continua crescendo, e as pessoas comprando imóveis", afirmou Renato Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).


No acumulado de janeiro a novembro do ano passado, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os financiamentos somaram R$ 140,1 bilhões, uma queda de 17,1% em relação ao mesmo período de 2024. A expectativa da CBIC é que, com as novas regras, R$ 37 bilhões sejam injetados no crédito habitacional em 2026.


Novo crédito imobiliário com foco na classe média 

O impulso pode vir do novo modelo de crédito imobiliário anunciado pelo governo federal, que foi desenhado para ampliar a oferta de financiamentos, especialmente para a classe média. Neste ano, serão liberados 5% do compulsório da poupança, o que, segundo a Abrainc, vai injetar no SBPE cerca de R$ 35 bilhões adicionais no crédito habitacional.

 

Além disso, a atualização do teto do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) - de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, após sete anos sem correção - vai se refletir em compradores que querem usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na entrada do imóvel.


Esse novo teto também pode impulsionar o crédito habitacional pelo lado do uso do FGTS. As regras recém-lançadas ampliaram os limites de uso para entrada, amortização ou quitação de financiamentos.


Taxa de juros

Segundo Luiz França, presidente da Abrainc, um estudo da entidade mostra que cada ponto percentual de queda na Selic tem o potencial de incluir 160 mil novas famílias no mercado de financiamento.

 

A expectativa de especialistas é que 2026 seja um ano de transição, com mais crédito disponível, mas sem o salto transformador que muitos no setor esperavam. Pelo menos, até que a Selic caia de fato.


O Copom (Comitê de Política Monetária) fechou 2025 com a taxa básica de juros em 15% ao ano - no nível mais alto em quase duas décadas. O mercado espera queda de juros ao longo de 2026.


"Quando os juros caem, o setor acelera; quando os juros permanecem elevados, o ritmo de crescimento diminui", afirmou Eduardo Zaidan, vice-presidente do SindusCon-SP, em evento do setor no início de dezembro.


Gargalos estruturais que limitam o mercado

Renato Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

diz que o ano de 2025 foi "robusto" para o mercado imobiliário, mas há gargalos estruturais para 2026.

 

"Além da taxa de juros, a competição pela mão de obra continua bastante demandada e o grande problema que eu vejo é que vamos entrar numa industrialização, mas o processo de registro, a aprovação de prefeitura, essa dinâmica [burocracia] ainda não acompanha", disse Correia.

 

Fonte: Agência de Notícias Folhapress




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